Datafolha realiza pesquisa encomendada pelo CFO sobre comportamentos, hábitos e atitudes

Estudo analisou questões estratégicas a respeito do tema saúde bucal e profissionais da odontologia foram bem avaliados

 

Ouvir a população sobre os pontos positivos e negativos dos serviços odontológicos públicos e privados oferecidos e saber como estes serviços chegam às pessoas foi o objetivo do Conselho Federal de Odontologia (CFO) ao encomendar uma pesquisa sobre comportamentos, hábitos e atitudes. Realizado pelo Datafolha o estudo concluiu que o profissional da odontologia é bem avaliado pelos brasileiros, mas os cidadãos ainda desconhecem seus direitos de atendimento público universalizado. 

O CFO avalia que é importante buscar junto aos CROs o aprimoramento dos serviços, além da sua atuação na regulação do ofício odontológico. A pesquisa revelou que os brasileiros dão nota 9 ao atendimento recebido do cirurgião-dentista. Na esfera pública, a nota é 8,5 e na particular sobe para 9,2. Segundo o CFO as notas demonstram a capacidade e a qualidade dos profissionais da área. 

Os dados levantados pelo Datafolha também demonstram que para 59% dos brasileiros o estado de saúde bucal é considerado ótimo ou bom. Por outro lado 10% dos brasileiros consideram a sua saúde bucal ruim ou péssima. Dos entrevistados que não estavam em tratamento, 68% afirmam que vão ao cirurgião-dentista pelo menos uma vez por ano, 11% declaram que não costumam ir ao cirurgião-dentista, e apenas 2% dos entrevistados nunca foram. 

Em relação ao acesso ao serviço odontológico 81% informam que as cidades onde residem têm atendimento odontológico público, mas 66% declaram não conseguir atendimento público de urgência.  No entendimento do CFO a pesquisa mostra que no atendimento público em situações de emergência há muito a evoluir e que existe a necessidade de ampliar a oferta de serviços odontológicos no país. 

A partir dos dados da pesquisa é possível cogitar que em 2013 e durante os cinco primeiros meses deste ano 111 milhões de pessoas foram ao cirurgião-dentista. Desse total 70% utilizaram serviço particular e apenas 28% o público, outro dado que indica necessidade de ampliar as políticas públicas para melhorar a saúde bucal do país. 

A extração é o procedimento mais procurado no atendimento público com 33%, seguido de limpeza (30%), e 27% dos entrevistados buscaram obturação ou restauração. No atendimento privado 40% buscaram o consultório para limpeza, 25% para obturação ou restauração e 17% para extração. A pesquisa mostra que a dificuldade de acesso a um tratamento continuado praticamente dobra o número de extrações no atendimento público. Todavia, apenas 4% dos entrevistados citam tratamento de canal, contra 12% no serviço particular. 

Outro dado revelado pela pesquisa é de que praticamente um em cada quatro brasileiros iniciam um tratamento, mas não concluem. No caso do serviço particular o problema para o tratamento inacabado é o seu custo, enquanto que no serviço público é a falta de profissionais para um atendimento continuado. Independente disso a pesquisa indica que 31 milhões de brasileiros estão fazendo algum tipo de tratamento odontológico. 

A pesquisa mostrou ainda que os bons hábitos de saúde bucal estão sendo disseminados pelo país. Em média os brasileiros escovam os dentes três vezes por dia. Quanto ao uso de fio dental 57% informam utilizar, desses 30% mais de uma vez por dia e 17% uma vez ao dia. A pesquisa também avaliou que o Programa Brasil Sorridente é conhecido por apenas 32% dos brasileiros, o que indica claro problema de divulgação, já que 55% dos entrevistados não sabem se existe este serviço na sua cidade e 33% afirmam que não existe. 

Apenas 7% dos brasileiros que responderam aos questionamentos declaram conhecer e estar bem informados sobre esse programa, e apenas 15% já utilizaram esses serviços. Em termos de qualidade, o programa Brasil Sorridente é avaliado como bom e ótimo por 81% dos que já o utilizaram. 

Outro dado da pesquisa revela que 2/3 dos brasileiros adultos (68%) não sabem que a legislação brasileira garante o atendimento às urgências odontológicas, à prevenção, à assistência e à reabilitação da saúde bucal. Quanto maior é a renda mensal familiar, o grau de instrução e o porte do município do entrevistado, pior é a percepção da efetividade dos direitos à saúde bucal. 
 

O Datafolha montou uma amostra de 2.085 entrevistados, a partir dos 16 anos de idade, de todos os níveis econômicos e de todas as regiões do país, reproduzindo a população brasileira adulta de 148,9 milhões de pessoas em termos de distribuição territorial, renda, grau de instrução, sexo e idade. Foram realizadas entrevistas em 133 municípios de grande, médio e pequeno porte, em cidades da região metropolitana e do interior. A margem de erro da pesquisa é de 2,0 pontos percentuais.

  • Fonte: Assessoria de Imprensa

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