Dr. Sebastião Abílio Simon, 100 anos de vida!

Aniversário foi em agosto deste ano, com muita lucidez e vitalidade

No dia 18 de agosto deste ano o Dr. Sebastião Abílio Simon completou 100 anos. Quando ainda era jovem, confessa que nem imaginava chegar a esta idade. Talvez a vitalidade tenha vindo da origem grega de seu nome, significando sagrado, venerável, reverenciado.

Ao conceder esta entrevista à Revista do CRO/PR, na casa onde mora com a filha Sônia Simon Coutinho, em Curitiba, era início de setembro. A primavera estava por vir e Dr. Sebastião, como é característico da estação, mostrava vitalidade e também lucidez.

Mas ao contrário de São Sebastião, que tem sua história marcada pelo arco e flecha, Dr. Sebastião utilizou outros instrumentos durante sua vida profissional. Nascido em Curitiba e formado em Odontologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), teve uma breve passagem por Diamantina, município de Teixeira Soares, e, depois, Ponta Grossa, retornando à capital no início da década de 60. Em Curitiba foi um dos mais bem conceituados cirurgiões-dentistas da cidade.

Muitos o chamavam por Dr. Abílio e sempre foi muito considerado por seus colegas de profissão. Muitas vezes os auxiliava em algumas ‘emergências’. Certa vez um colega sofria para fazer uma extração. Apareceu por acaso no consultório e viu que com o instrumental que era utilizado, aquilo não iria dar certo. Foi até o seu consultório e trouxe uma peça que ele mesmo desenvolveu. Resolveu o problema, para alívio do colega e do paciente.

Dr. Sebastião sempre foi um homem que procurou criar seus próprios instrumentos de trabalho. “Eu criava para facilitar o meu dia a dia. Via que muitas vezes os que existiam não resolviam bem a situação, então procurava encontrar uma maneira de construir um que fizesse isso de maneira mais adequada”, explica.

Além dos instrumentais, Dr. Sebastião também fazia as próteses móveis dos seus pacientes. “Eu gostava de atendê-los bem e, estudando bastante, consegui produzir praticamente todas as peças de que precisei”.

Essa versatilidade levou também para a vida pessoal. Torcedor do Coritiba, foi homenageado pelo Clube, com uma reportagem quando completou 100 anos. E o jornal do bairro Batel, onde mora, também o reverenciou há muitos anos. A matéria falava de uma outra paixão, além da profissão: a de ciclista.

Dr. Sebastião sempre foi um apaixonado por duas rodas, amor que começou quando ganhou sua primeira bicicleta. Usando o escudo do Coxa, participou de inúmeras competições e venceu grande parte delas. Uma das que tem mais orgulho foi a “Prova Cyclística Cidade de Curityba”, realizada em 30 de março de 1936. Mesmo tendo sofrido uma queda na prova, se recuperou e venceu, deixando para trás dezenas de outros atletas.

Essa paixão pelo Coritiba o fez conhecer até mesmo o Major Antônio Couto Pereira, que hoje dá nome ao estádio do clube. “Foi ele que iniciou as obras. Lembro-me bem dele. Era um baixinho invocado”. Dr. Sebastião tem 4 filhos, 4 netos e 4 bisnetos. Os mais novos integrantes da família, Enzo Thá de Oliveira, de 14 anos; Daniel Thá de Oliveira (12); Amanda Thá Garmather (13) e a pequena Catarina Simon Coutinho, de quase 5 meses, são, segundo Dr. Sebastião, “todos Coxa”.

E, depois do ciclismo, veio a paixão por motos. “É uma sensação ótima de liberdade”, diz ele, que só parou de pilotar por volta dos 90 anos de idade. “Ficou perigoso”, conta, olhando para a filha, que confirma que, se não fosse a insistência da família, talvez rodasse por aí por mais tempo.

O CRO/PR parabeniza o Dr. Sebastião, pelos 100 anos, e por ter sido um exemplo de profissional para a Odontologia do Paraná.

  • Fonte: Assessoria de Imprensa

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