Emergências médicas no consultório odontológico é tema de palestra

Foram abordados assuntos como lipotimia, anafilaxia, asfixia, epilepsia, AVC, IAM e os participantes aprenderam técnicas de respiração boca a boca e massagem cardíaca.

O cirurgião-dentista Santo Gentil Forone, especialista em CTBMF e mestre em psicologia, ministrou a segunda palestra em comemoração ao Dia do Cirurgião-Dentista, promovida pelo CRO/PR em Curitiba. O evento foi no último dia 21. A apresentação do palestrante foi feita pelo Dr. Alexandre Mazzetto, do departamento jurídico do CRO/PR.

O tema, emergências médicas em consultórios odontológicos, versou sobre diversos pontos: lipotimia, choque, anafilaxia, asfixia, hiperventilação, histeria, epilepsia, acidente vascular cerebral (AVC) e infarto agudo do miocárdio (IAM). A palestra abordou ainda síncope, morte súbita - reanimação cardiopulmonar (RCP), com a realização de atividades práticas.

Segundo o palestrante, nenhum CD pode deixar de ter alguns itens básicos para emergências no consultório, como um kit de oxigênio. “Ele é essencial, em diversas situações”, disse.

Muitos pacientes, explica o palestrante, começam a passar mal quando estão no consultório para algum tipo de tratamento. “Às vezes isso começa a aparecer na sala de espera e é ocasionado, muitas vezes, por medo”, ressalta, observando que, então, é preciso que o CD encontre a melhor forma de acalmar o paciente que apresente sinais de lipotimia.

“Mas não se deve dizer ‘fique tranquilo’, pois isso pode agravar o quadro. O ideal é não se apavorar e encontrar maneiras de reverter a situação”, explica. “Em muitas situações é possível colocar a máscara de oxigênio no paciente e, na cadeira, deixá-lo com os pés para cima”.

Um dos maiores medos dos CDs é que o paciente tenha um choque anafilático, como é popularmente conhecida a anafilaxia. “É muito difícil uma reação alérgica às anestesias utilizadas pelos dentistas, mas uma boa maneira de prevenir qualquer situação é fazer uma boa anamnese”, ressalta.

Mas se isso vier a acontecer, adianta, o recomendável é fazer uso do oxigênio e aplicar adrenalina, um anti-histamínico e um corticoide (intramuscular). Na sequência, chamar o Samu ou Siate. “Com isso, o paciente já tem os primeiros-socorros, até a chegada da ambulância”.

O Dr. Santo Gentil afirma que o corpo do paciente dará sinais de que está tendo uma anafilaxia. O corpo todo começa a ficar vermelho, com pruridos e edemas de face, lábio ou pálpebra. “Isso são sinais. Então o melhor e fazer uso do oxigênio, dos três medicamentos e chamar o socorro”.

A asfixia também foi um dos pontos tratados na palestra. O paciente pode apresentar o problema quando algum corpo estranho cai dentro da boca e vai para a garganta, como o próprio dente extraído, um grampo de endo, chaves de implante etc. “Neste caso o ideal é aplicar a manobra de Heimlich. Para isso é preciso se posicionar atrás do paciente e fazer compressões abdominais até o objeto engolido sair”.

Outro assunto destacado pelo palestrante foi a epilepsia, que é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro. Caso um paciente tenha uma crise convulsiva no consultório não é preciso puxar a língua dele para fora, como uma grande parcela da população acha recomendável. “Ele não irá ‘engolir’ a língua. E a crise convulsiva irá passar em cerca de 30 segundos”, explica.

Dr. Santo Gentil abordou os demais temas de forma bastante detalhada e os participantes puderam ainda, utilizando um manequim, aprender a fazer respiração boca a boca e massagem cardíaca. “Essas pequenas técnicas são muito importantes e podem salvar vidas, numa emergência”, diz ele, ao ressaltar que técnica não se aprende, se desenvolve.

  • Fonte: Assessoria de Imprensa

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