Servidores da área de Saúde promovem manifestação contra prefeitura de Curitiba

Iniciada nesta segunda-feira (2) a greve continua nesta terça, com manifestações em frente à prefeitura e ruas da cidade.

A greve dos servidores da área de Saúde, iniciada nesta segunda-feira (2) continua nesta terça. Servidores protestaram contra o prefeito na Câmara de Vereadores. Gustavo Fruet não apareceu e enviou a vice Mirian Gonçalves para representá-lo no retorno das atividades do legislativo municipal.

"Tem faltado seriedade com os servidores. A gestão rompeu a confiança com esse desrespeito a nós e à lei. Até em reunião com Ministério Público (MP) a prefeitura tem sido ausente. Queremos que a gestão assuma seus compromissos na mesa com o MP ", afirma Ana Paula Cozzolino, coordenadora-geral do Sismuc, o sindicato dos servidores.

De acordo com o sindicato, a greve foi deflagrada, entre outros motivos, em protesto ao decreto 1.385, publicado na edição 246 do Diário Oficial do Município, e que suspendeu até 1º de março a implementação de medidas de incremento no salário dos servidores. A categoria também reivindica o pagamento de 33 mil horas extras realizadas pelos servidores durante o ano passado, além de melhorias nas condições de trabalho.

O presidente da Câmara, Ailton Araújo (PSC), apelou aos servidores que os serviços à população sejam mantidos e, à vice-prefeita, que a administração busque uma solução para o impasse. “Esta é uma situação que não cabe ao Legislativo resolver, mas estamos aqui para abrir a mesa de negociações”, disse. O vereador lembrou dos prejuízos trazidos pela greve do transporte coletivo e afirmou acreditar que a situação financeira melhore a partir deste mês, com o pagamento do IPTU.

Já o líder do prefeito na Casa, Paulo Salamuni (PV), frisou que a crise financeira não é exclusividade de Curitiba e assola governos estaduais e o federal. Segundo ele, a gestão Fruet está comprometida com as demandas do funcionalismo, tendo realizado ajustes para diversas categorias. “Assim como o Sismuc, entendemos que um decreto não pode suspender leis, então vamos ter que reverter essa situação”, concluiu.

Após cobranças na reunião, a vice-prefeita justificou a ausência de Gustavo Fruet. “Ele não veio porque está tratando da questão do transporte coletivo”, disse. Ela declarou estar sensibilizada com a situação apresentada pelos servidores e garantiu que vai conversar com o prefeito e transmitir todas as reivindicações.

  • Fonte: Assessoria de Imprensa

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